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Padecendo no paraíso

maricota_paris

Hoje é dia de post desabafo …

E eu que pensei que o terrible two fosse um período difícil. Socorro, o que são os terríveis três anos? 

Antes ela dizia apenas NÃO, se jogava no chão ou chorava, agora ela argumenta. Simmmm, ela questiona, elabora mil alternativas, me seduz e por fim, quando não tem seu desejo atendido, chora e se joga no chão. Ou seja, está muitoooo mais complicado!!!!

Ando lendo muito sobre os 3 anos das crianças e entendi que nesse momento elas estão construindo o seu ego. Estão entendendo que são um indivíduo e que tem vontade própria. Vivem para o prazer, ainda não sabem discernir completamente o que pode e o que não pode. Portanto, cabe a nós esse papel: educar!

Gente, como é difícil fazer isso. Como é doloroso. Confesso que só agora entendo a tal frase batida: “ser mãe é padecer no paraíso”. Dizer não, explicar, explicar, explicar e explicar cansa! E muito! A paciência uma hora acaba, e a gente grita, sai do prumo. 

E aí, ela dorme, eu paro pra respirar e sou tomada por uma culpa enorme, por um cansaço mais mental do que físico. Começo a lembrar de quantos “nãos” eu falei durante o dia, de tudo que tive que dar um jeito de contornar pra ela não chorar e ainda assim entender que não era a coisa certa a ser feita. 

Então eu prometo que terei ainda mais paciência no dia seguinte, penso que ela só tem 3 anos e está se descobrindo, que é meu papel educar … 

Ela acorda e em minutos descobre um saco de M&M’s na bolsa e cisma de comer às 8 da manhã. Pronto, começa tudo de novo … E lá vou eu dizer que não pode, que está na hora do café da manhã e blábláblá … E lá vai ela: mas eu queroooooo!!! Rs

É claro que a parte boa é muito maior que isso tudo. Ao mesmo tempo acho essa fase uma delícia. Mariah está muito engraçada, companheira, participativa! Fala coisas que a gente jamais espera ouvir e tem provocado muitas gargalhadas inusitadas! Solta “eu te amo, mamãe” nos momentos que eu menos imagino… Bom demais!

Com isso eu vou entendendo que ela está crescendo. Já não tem mais jeito de bebê e a cada dia ganha independência. E se por um lado isso enche meu coração de orgulho, por outro gera uma dorzinha lá no fundo ao ver que está passando rápido e que filhos são mesmo do mundo. Que só cabe a nós darmos as diretrizes, valores, princípios e amor.   

Te amo mais que tudo, filha! ❤️

Você, só podia crescer um pouco mais devagar, né?

maricota_paris

Nanda Castello

  • Mariana

    Super te entendo, Nanda! Minha filha está no terrible 2, mas parece que você descreveu exatamente como eu me sinto, apesar dela não argumentar ainda! hahahaha… É um alívio ver que não é só a gente que está passando por isso e que a gente pode dar as mãos virtualmente! 😉
    Beijo!

    7 de jan 2016 at 20:47 Responder
  • Ana

    Tá lindo isso aqui <3

    8 de jan 2016 at 1:41 Responder
  • Fernanda

    Aqui em casa estamos assim tambem…e eu com uma duvida enorme sobre um segundo filho…faz um post sobre sua opiniao Nanda!

    8 de jan 2016 at 16:44 Responder

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